Powered By Blogger

11 de agosto de 2010

Hipersensibilidade dentária traz dor e desconfortos


Consumir, em excesso, alimentos ácidos e açucarados pode causar o problema


A hipersensibilidade (hiperestesia) dentinária é a dor que ocorre geralmente na região do colo do dente e é provocada pela escovação, ingestão de alimentos frios, doces ou frutas cítricas. A dor, que é de curta duração, cessa assim que o estímulo é removido e tende a desaparecer com a mesma rapidez com que se inicia. Assim, a hipersensibilidade nunca começa espontaneamente como acontece comumente com outras causas de dor nos dentes. Entretanto, a distinção entre hipersensibilidade e dor de dente deve ser feita pelo dentista.

Hipersensibilidade não significa que a polpa dental (o "nervo" do dente) está doente. Já que a dor é decorrente de mudanças de pressão dentro do dente provocadas pela variação da temperatura ou por outros estímulos na superfície. Não tem relação com alterações patológicas da polpa dental.

O dente dói porque, em condições normais, a coroa do dente (parte exposta na cavidade bucal) é recoberta pelo esmalte, estrutura resistente às pressões e ao desgaste decorrente da mastigação. Essa estrutura é praticamente impermeável e definitivamente insensível aos estímulos. As raízes são recobertas por outro tipo de estrutura, denominada cemento.

Com o passar do tempo, esmalte e cemento sofrem degradações que expõem a dentina, estrutura também dura e resistente e que abriga a polpa dental. Dessas estruturas, somente a dentina apresenta sensibilidade. A dentina é bastante permeável, constituída de milhões de canais microscópicos que, em teoria, ligam a polpa com meio externo quando o esmalte ou o cemento são desgastados. Sem o cemento e o esmalte, a dentina fica sem proteção e sujeita às agressões do meio externo.

"Em algum momento da vida, qualquer indivíduo poderá ter, pelo menos, um dente com lesão cervical não cariosa"

A hipersensibilidade dentinária ocorre geralmente na região cervical do dente (colo), onde o esmalte e o cemento são degradados com maior frequência, expondo a dentina. Quando essa exposição dentinária não é provocada por processo de cárie dental, a área exposta é considerada uma lesão cervical não cariosa. A prevalência dessas lesões é alta, e pode se antecipar. Em algum momento da vida, qualquer indivíduo poderá ter, pelo menos, um dente com lesão cervical não cariosa.

As causas mais comuns de lesões cervicais não cariosas são resultado de uma interação de fatores, em que os mais importantes são a oclusão, a alimentação rica em ácidos (frutas cítricas e refrigerantes em excesso, por exemplo) e a escovação dental. A oclusão promove a fadiga das estruturas dentárias na região do colo, as substâncias ácidas causam a dissolução do esmalte e a escovação remove mecanicamente o esmalte enfraquecido ou dissolvido. Fatores sistêmicos também podem contribuir para a degradação das estruturas dentárias, tais como refluxo gastroesofágico, bulimia, hipertireoidismo e qualquer outra doença que reduza o fluxo salivar.

No tratamento da hipersensibilidade dentinária, o dentista deve empregar os recursos dessensibilizadores (o que pode incluir a restauração das lesões e ajustes oclusais) para reduzir o desconforto imediato da dor e, complementarmente, eliminar as causas da exposição dentinária para impedir a recorrência da hiperestesia.

Solucione sete dramas que atormentam os cabelos no inverno


A saúde dos cabelos também sofre com as baixas temperaturas


Você sabia que os cuidados com o seu cabelo no inverno precisam ser redobrados? Isso porque, seguindo a tendência do nosso organismo, as madeixas também ficam mais fragilizadas com o clima da época. A estação é sinônimo de elegância. Porém, as pessoas acabam priorizando as roupas e deixando de lado os tratamentos estéticos, principalmente os cuidados com o cabelo. E de nada adianta uma roupa linda, se o cabelo está em desarmonia com o visual, não é mesmo? Por isso, especialistas apresentam a solução para oito problemas que nossas madeixas enfrentam no inverno. Confira:

1. Ressecamento
Nos dias frios, temos a tendência de usar água muito quente para lavar os cabelos. O problema é que o banho muito quente e prolongado acaba retirando o óleo natural do couro cabeludo, chamado manto hidrolipídico, como explica o consultor de beleza capilar Gennaro Preite. "O manto hidrolipídico é uma camada protetora do couro cabeludo e tem a função de lubrificá-lo, por isso, sua total retirada, provocada pela água quente, pode dar aos fios um aspecto mais áspero e deressecamento", afirma o especialista.

dramas de cabelo - foto: getty images

Um jeito de controlar o problema é lavar os cabelos com água morna. Mas, calma que não somos malvados! Não queremos ver ninguém morrendo de frio, por isso, o especialista nos oferece uma solução muito mais prática: "Você pode tomar seu banho quente como desejar, mas a dica aqui é para, em vez de deixar os cabelos embaixo da água por 30 ou 40 minutos, deixe para lavá-los por último, nos seus cinco minutos finais de banho. Prenda-os ou use touca de banho para evitar molhar os fios antes da hora."

Mas, não é só a água quente que deixa os cabelos mais ressecados. Gennaro explica ainda que no inverno costumamos beber menos água, o que contribui também para o enfraquecimento dos fios. A dica para contornar essa situação é simples e fará bem para a manutenção da sua saúde como um todo: não deixe de consumir bastante líquido, mesmo que as temperaturas estejam baixas.

2.Oleosidade
O outro lado da moeda também acontece bastante no inverno e é até mais comum. Com o frio já falta coragem para tomar banho, quanto mais lavar os cabelos, não é mesmo? Por isso, nossa tendência é ficar mais tempo sem lavar. O fato de não transpirarmos tanto também ajuda a mantê-los cheirosos por mais tempo. Mas essa demora pode aumentar a oleosidade do couro cabeludo. Além disso, o consultor Gennaro Preite explica que lavar demais com água quente pode tanto ressecar, como, em alguns casos, aumentar essa oleosidade. "Para algumas pessoas, o organismo entende que a retirada do manto hidrolipídico precisa ser corrigida e por isso, acaba produzindo mais desse óleo natural, deixando a cabeleira mais pegajosa. Os mesmos cuidados que evitam o ressecamento, evitam também a oleosidade."

3.Cabelos quebradiços

Ninguém gosta daquela turminha de fios que insiste em ficar arrepiado. Aqueles fiozinhos de cabelo, o frizz, que teimam em ficar em pé geralmente são causados pela quebra dos fios. Embora cabelos quebradiços aconteçam mais naqueles que sofrem processo químico, no inverno os fios sofrem mais com a ação de fatores externos e, por isso, ficam mais rígidos e quebram mais facilmente.

O consultor de beleza capilar Gennaro Preite afirma que o frio afeta diretamente os fios. "Nessa época, o ideal é não sair de casa com os cabelos molhados, pois a água que fica nos fios se solidifica, facilitando a quebra da fibra capilar. Para evitar que isso aconteça, procura sair somente quando os cabelos estiverem secos. Usar secador ajuda."

cabelos no inverno - banco de imagens

4. Falta brilho
Tá bom, você não deixa seu cabelo ficar oleoso e passa cremes para evitar o ressecamento. Ótimo! Mas, ainda sim existe um outro tormento que costuma aparecer no inverno, a falta de brilho dos fios. "A opacidade aparece principalmente quando você sai na rua com o cabelo molhado. Os fios de cabelo são formados por várias escamas. A água quente faz com que essas escamas fiquem abertas e, por isso, não refletem a luz do dia. Vem daí a perda de brilho do cabelo". O profissional indica que para contornar a situação, a hidratação é a melhor pedida. "Só não adianta querer fazer tudo no inverno. A hidratação tem que ser feita sempre, ao longo do ano, para colher resultados mais satisfatórios. Uma vez a cada quinze dias é o ideal", ressalta Gennaro Preite.

5. Usar ou não o secador?

Nessa época do ano, o secador vira um aliado, afinal sair no frio com o cabelo molhado pode, entre outras coisas, garantir uma tremenda de uma gripe. Por isso, o secador é muito bem-vindo, desde que não seja com vento muito quente e próximo aos fios. "Evite também escovar os cabelos todos os dias, para não deixar os fios finos e desgastados. O ideal é usar o secador para apenas secá-los e depois, caso o secador tenha essa opção, use um jato de vento frio para que as cutículas capilares abertas com o calor se fechem e não ocorra o ressecamento", aconselha o consultor de beleza.

cabelo lavagem - foto: banco de imagens

6. Queda do cabelo
Você sabia que a estação é a mais propícia para as quedas de cabelo? Isso porque, além dos motivos citados acima, como ressecamento e lavagem em menor frequência, a queda de cabelo acontece também porque estamos mais dispostos a comer comida mais gordurosa e porque nosso sistema imunológico fica mais fragilizado com o frio. Outro fator que pode influenciar é o aumento do estresse, típico do fim do semestre.

7. Uso de acessórios
Prendedores, chapéus, boinas e toucas de lã contribuem para dar o tom "chique" do inverno. No entanto, eles podem também trazer alguns perigos às madeixas. Gennaro ensina que o uso constante desses acessórios contribui para o aumento da oleosidade, pois abafam o couro cabeludo, favorecendo, também, a proliferação de fungos e bactérias. "Esses acessórios precisam ser higienizados pelo menos uma vez por semana com um bactericida. Além disso, é bacana que se alterne o uso deles. Se foi de chapéu hoje, não o vista amanhã. Lembrando sempre de jamais colocar algo na cabeça enquanto o cabelo estiver molhado", indica o especialista.